quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Óleo de coco emagrece?


O óleo de coco é uma das substâncias mais comentadas do momento. Recentemente, pesquisadores da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, adicionaram o óleo de coco virgem a bolinhos, consumidos por voluntários. O estudo mostrou que aqueles que ingeriram os bolinhos emagreceram além do esperado. Na região do abdômen, a perda de centímetros foi sete vezes maior, quando comparada ao grupo que não incluiu o óleo de coco na rotina alimentar.

A gordura de coco é capaz de gerar calor e queimar calorias, favorecendo a perda de peso. O óleo também é indicado para diminuir os triglicérides e o mau colesterol (LDL), aumentar o bom colesterol (HDL) e por sua característica anti-inflamatória. 


Dra. Fernanda Martins
Nutricionista

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Comer de 3 em 3 horas? Agora você vai saber a importância disso.

Três horas é o tempo que nosso corpo leva para digerir, absorver, transportar e utilizar o que comemos. Depois desse tempo, é preciso abastecer novamente, como fazemos ao colocar combustível no carro. O carro, sem combustível, pára e pronto. Mas nosso sábio corpo, diminui o gasto e retira das RESERVAS (aquelas que ele guardou quando sobrou) a energia que precisa.

A má notícia é que se isso acontece com muita frequência, ocorre uma grande confusão metabólica. Não podendo prever quando receberá seu combustível (o alimento), passamos a gastar cada vez menos energia e, por isso, passa a sobrar cada vez mais para engordar os depósitos de gordura.

E isso não é tudo. Tem ainda os picos de hipo e hiperglicemia que são situações que, além de deixar você cansado, indisposto, sonolento e com baixo rendimento, ainda pode desequilibrar a liberação de insulina e o controle da glicemia, a longo prazo, causando doenças metabólicas.
 
 
 
Dra. Fernanda Martins 
Nutricionista

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Suplementação de proteínas tem efeito benéfico na hipertensão.

Pesquisadores norte-americanos concluíram em estudo publicado na revista científica Circulation que a suplementação de proteínas diminui a pressão arterial sistólica quando comparada com a suplementação de carboidratos de alto índice glicêmico.

O estudo foi randomizado, duplo-cego e cruzado, com três fases de intervenção. Foram avaliados 352 adultos com pré-hipertensão ou hipertensão estágio 1. Estes voluntários foram distribuídos aleatoriamente para receberem três tipos de suplementação, durante oito semanas, com intervalo de 3 semanas entre elas: 1. 40 g/dia de proteína de soja, 2. 40g/dia de proteína do leite e 3. 40g/dia de carboidratos de alto índice glicêmico (contendo sacarose, frutose e maltodextrina).

Os participantes foram avaliados duas vezes a cada período de intervenção, sendo medida a pressão arterial. Tanto a suplementação com a proteína da soja quanto da proteína do leite, quando comparados com a suplementação de carboidratos, foram significativamente associados com redução da pressão arterial sistólica, -2,0 mm Hg (proteína de soja, p = 0,002) e -2,3 mm Hg (proteína do leite p = 0,0007). A pressão arterial diastólica também foi reduzida, mas essa mudança não atingiu significância estatística. Também não houve diferença significativa na redução da pressão arterial entre a suplementação com proteína de soja ou do leite.

“Este é o primeiro estudo que teve o objetivo direto de comparar o efeito de proteína vegetal (soja), proteína láctea (leite) e carboidratos sobre a pressão arterial. Estes resultados podem ter implicações importantes na prática clínica, pois estima-se que a redução de 2 mm Hg da pressão arterial sistólica pode levar a uma redução de 6% na mortalidade por acidente vascular cerebral (AVC) e diminuição de 4% na mortalidade por doença cardíaca coronariana”, destacam os autores.

“O presente estudo indica que tanto a proteína de soja quanto a do leite reduzem a pressão arterial sistólica, em comparação com o suplemento de carboidrato de alto índice glicêmico, em pacientes com pré-hipertensão e hipertensão estágio 1. Mais estudos randomizados e controlados são necessários para examinar o efeito de várias proteínas dietéticas sobre a pressão arterial, a fim de recomendar um aumento global na ingestão de proteína como parte de uma estratégia de intervenção nutricional para a prevenção e tratamento da hipertensão”, concluem.


Referência(s)

He J, Wofford MR, Reynolds K, Chen J, Chen CS, Myers L, et al. Effect of dietary protein supplementation on blood pressure: a randomized, controlled trial. Circulation. 2011;124(5):589-95.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Anvisa estabelece redução de sódio em alguns alimentos.

O Ministério da Saúde estabeleceu um acordo com a indústria alimentícia, em 13 de dezembro de 2011, que preconiza a redução de sódio em alguns alimentos. Foram selecionados os mais consumidos pelo público infanto-juvenil, que incluem: batatas fritas e batata palha, pão francês, bolos prontos, misturas para bolos, salgadinhos de milho, maionese e biscoitos (doces ou salgados).

Ficou estabelecido para cada um desses alimentos o teor máximo de sódio a cada 100 gramas do alimento, conforme descrito na tabela abaixo:


  

Essa estratégia faz parte da campanha de redução do consumo de sal lançado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Saúde. O objetivo é conscientizar os consumidores em reduzir o uso de sal e fazer escolhas mais saudáveis ao adquirir alimentos.

A campanha surgiu a partir de dados que constataram que a população brasileira consome, em média, 12 g/dia de sal. Este é um consumo elevado comparado com o consumo recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de até 5g/dia.
Essa preocupação se iniciou com a pesquisa realizada pela Anvisa, em 2010, que avaliou o perfil nutricional de alimentos processados. O estudo revelou, por exemplo, que o consumo de um pacote de salgadinho de milho ultrapassa a quantidade máxima de sódio recomendada por dia, além de apresentarem alta densidade energética e baixo conteúdo de fibras.

Segundo o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a meta é que haja redução de 1.634 toneladas de sódio até 2014. "A população terá alimentos mais saudáveis, o que contribuirá para que cuidem ainda mais da saúde e possam reduzir o número de tratamentos e até de intervenções cirúrgicas", ressalta o ministro.

Estarão disponíveis em supermercados folders, banners e cartazes para alertar sobre os perigos da alta ingestão de sal e de alimentos ricos em sódio. Segundo Maria Cecília Brito, diretora da Anvisa, a campanha incentiva o consumo de alimentos naturais e pretende estimular o hábito de leitura dos rótulos nutricionais dos alimentos industrializados, a fim de escolher os alimentos com menor teor de sódio.


Referência(s)

Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Mais sete grupos de alimentos terão redução de sódio. Disponível em: http://portal.anvisa.gov.br Acessado em: 19/12/2011

Macedo L. Acordo que prevê redução de sódio em alimentos é ampliado. Disponível em: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/12/acordo-que-preve-reducao-de-sodio-em-alimentos-e-ampliado.html Acessado em: 19/12/2011